sexta-feira, 3 de maio de 2013

x Horas Com y Pessoa

1h amor
2h carinho
3h cuidado
-7h paixão
30min desconfiança
4h calor
5h Medo
-11h carência
1h 30min aceitação
6h prazer
8h 30min Medo
-9h sossego 
20h frio
5h 10min sacanagem
30h amor
-36h esperança
10h Medo
50min Dor.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Deixando De Segui - lo




Não se aproxime de mim como se tudo pudesse fazer sentido outra vez, nem tente me dizer as palavras certas porque alguém disse que você agiu errado. Talvez eu não seja a pessoa ideal para descrever situações ruins com o coração, ou como perder algo criado de dentro dele. Mais acho que posso tentar descrever como é perder você.
Lembrar. Tente se lembrar, ou simplesmente inclua essa palavra ao vocabulário que decifra a perda pra você. Começa por aqui, apesar de ser o pior caminho [...] Onde você para no meio da rua, no meio da noite, de todo aquele caos e as conversas, o trabalho e se estabiliza entre você e o seu centro e sente. Sente cada um de seus músculos se contraindo sucessivamente aquele pequeno corredor entre as cordas vocais secando como um rio que perde o seu teor como se não pudesse falar e houvesse tanto à dizer.
Os lábios se cravam com os dentes como se quisessem sangrar, cada olho grunhindo por dentro como se tentasse explodir mais não havia pólvora. Então começa. Cada flash, cada aperto de mão, cada passo ao lado, cada Oi entrando e saindo da sua mente em míseros milésimos de segundos em que o peito se comprime e num instante não está lá.  Ele esta vazio. Não existe nada em seu caderno de projeções futuras porque o seu futuro era outro ser. Pensar que tudo o que havia juntado, todo aquele montante de sonhos, de vontades, de realizações, os pedacinhos de carinho que vinha recolhendo ao longo de nossa história eu haverá de perder a maior aposta da minha vida por colar cada traço dela em um único ser, tendo apenas que recolher recortes velhos ao chão de uma história perdida.
Mais a primeira noite nem se atrevera a ser a pior. As piores ainda estavam por vir. Cada beijo, cada choque de contato.
Cada dedo, cada membro, cada órgão, cada palavra, tudo em que eu vivia naquele instante morto, consumido de cansaço sem dor. E aquele nem era o primeiro dia, semanas se cruzaram em um mês e você sem conseguir se achar mesmo que à sola da tristeza dos outros.
Toda uma confusão crescendo ao redor, a dentro e a fora de um deserto ínfome. Uma coisa quase que indescritível, invasiva, contínua e sem [...] A dor.
Então saber nem é mesmo o ponto fraco de submergir, conviver! Por que mesmo que haja a perda você à ganha como companheira de todas as madrugadas.
Noites se passam e tudo ainda tentando encontrar um lugar para encaixar dentro do mesmo. A linha do tempo. Onde o simples pensamento dele como se fosse o mundo, o tudo se matando com a fome do prazer de algo que virou passado mais continuamente carregamos pro futuro como se a qualquer momento aquela porta fosse se abrir novamente, quando na verdade você nunca conseguiu fecha – lá. Uma pequena sorte. Um bônus que se leva quando se perde; “Você sempre estará perdendo” . Como pedras que caem de um penhasco sem fim, porque lembrar... O faz perde – lo mais uma vez
, mesmo não possuindo mais.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

[aceitar]


Eu tenho corrido por esses campos.
Fugi mais do que aguento, e as flores da varanda secaram.
Nos nós do meu pensamento eu insisto em não querer carregar
As suas reminiscências.
Porque dói só ter as suas recordações pros meus desejos.
E as paredes que carrego já não são capazes de suportar
Os espinhos da sua reação.
Eu a amo à medida que a perco.
Eu odeio à medida que me apego.
Pois sei como será esse fim.
Como uma pedra que precisa de zelo
Esse sentimento se apropriou da minha alma.
A partida, me castiga.
Eu apanho e não quero aceitar te perder.
Eu caio e não posso suportar a distância
Do meu coração com o seu peito.
Do seu corpo com a minha pele.
Eu estava perdida e então entendia os meus erros.
Querer tê-la
Rouba-la no instante em que a vi
Pra mim.
Noite nada mais prendia meu interesse
E a todo lugar que eu observo
Eu me confundo no rosto de outras pessoas
E você não esta lá.
E assim só conseguia voltar à cena do meu crime
Para me odiar.
Para me culpar do passado
E encher de lamúrias os meus lençóis.
Não siga sem mim.
Más eu à amo e a deixo ir.

domingo, 23 de outubro de 2011

Embaciar



Meus sentidos estão cansados de se expor sempre a você, lamentando cada sorriso escasso perdido, cada água que se exprimiu do seu corpo em manifesto de algo que sentiu. Eles que nem sequer valem mais um dracma fora do meu ser, insistem em trazer fragmentos de seu tão perfeito dulçor, como se eu infinitamente sempre tentasse entender aqueles ditados que rasgam o chão mais saem da bela cavidade exterior formada de seus lábios. Meu nome, que nem consigo pronunciar pelo peso que traz após o seu. Aquele que noites sussurrei gemendo de dor, de falta, do corpo que me escaldava violentamente mais sem precursões. E eu me encontrava vagando mentes afora tão imersa em seu ser, que conseguia sentir cada ferida que havia aberto em mim ao longo dessa rua vazia como se pudessem ser rasgadas novamente, afrontando esse Amor que criei, no ponto da “minha” superfície terrestre atingido em primeiro lugar, meu epicentro emocional. Só não se esqueça que amei mais que à mim, quando sentir a minha falta, e pense que não foi o suficiente, porque dar tudo de mim implicaria em embaciar todas as vestes dos meus membros, se é que alguma teve real valor pra você ao longo dessa nossa jornada onde todos os meus dias eram dedicados à enobrecer os seus. E se pergunte, por favor se pergunte, qual o segredo que guardei, pois nunca ter entendido o que pretendia comigo me elevou a ver suas intenções partirem.



*Embaciar: Fazer perder ou Perder, o Brilho ou a Transparência.

sábado, 22 de outubro de 2011

Ato 5



Eu derrubei muros de desolação nas noites passadas.
Onde nem os gritos puderam me alcançar
Onde nem o vento pode me segurar
Onde nem as ruas puderam me levar a becos escuros.
Eu caí.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sem Identidade





Por tanto tempo eu vaguei
Entre o vácuo
Entre os cascos
Entre uma nova casta.

Eu que parti
Do medo de um escuro
Que me mantinha
Tão acordada.

Respirei o ar de carpos
Não tão ceifados
Que me traziam experiências
De vidas não vividas por mim.

Más o meu caminhar
Está se desgastando
Estas palavras
Estão mais que exaustas.

Tenho mais cansaço nos olhos
Que em minhas pernas
As quais busquei;
Caminhos imcompletos.

Mais dor nos lábios
Que em meus braços
Aos quais lutei por uma posse
Daquilo que nem podia ter poder.

Carrego o maior peso
Em meu coração
Que em minhas costas;
Quebradas de sustentar
uma idéia
Transcrita
Não verdadeira.

Eu que não quero
Partir sem motivo
Sem me arriscar
Um medo, uma realidade
Maior vontade
Pra não mais chorar.

Mais nos meus motivos
Não há
histórias comuns
Porque eu sou assim
Parte de uma penúmbra
Sem solenidades.

Parte de uma penúria
Sem fervor algum
Parte de uma escolha
Abrandada
Sem flamas
Sem identidade.

Uma Historinha Sonhada





Eu tive um sonho.
Nele compartilhava um amor sem restrições.
Onde cada manhã valia a pena acordar ao seu lado
E perceber o quanto você ia se tornando para mim
A mais a pessoa mais linda do universo
à cada amanhecer.

O seu sorriso.
Havia uma brilho em você por completo
Que me encantava à cada segundo que nossos olhos se enfrentavam.
Me fazendo sorrir.

Eu acordei.
E ali naquele momento me desmanchei em água.
Por que você nunca havia sido real
Era só outra parte de mim.
Criando uma metade perfeita
Me pedindo pra amar.

Me embriaguei.
Em busca dos seus (meus) olhos novamente.
Então ilucidamente acordei.
Naquela cama onde o sol penetrava fundo ao seu rosto.

O seu corpo.
Era de enorme prazer cada vez que encostava
Em sua tão suave pele.
O delírio do seu beijo me deixava altamente em exctase
Que caía no pesadelo real outra vez.
Duvidando da sensação.

A vida foi se tornando banal.
Passei noites implorando para que você
Invadisse os meus sonhos ao menos mais uma vez.
Era pra isso que ainda vivia.

Um dia na vida
Encontrei um rosto familiar.
Assim acordei
Com o mesmo ao meu lado
E sorri por você agora ser parte
Da minha realidade.

Se vai embora...


.

Eu quero sentir o gosto de uma gota sua.
As suas palavras que hoje viraram parte de um deserto.
Eu quero voltar ao passado e sinto que ele não me quer de volta.
Penso em você, é quase cultuar o seu nome.
Navegar em minha mente em busca da sensação do conforto de um abraço que um dia foi meu
O que fazer? Quando não se tem nem o nada? Quais as atitudes à tomar? Quando se vai embora.

Sou de uma linhagem estranha
Onde os Deuses são aqueles velhos amigos meus
Eu sou de uma terra sem cor
Onde os gestos valem mais que palavras.
E as vezes sou mais distante ainda
Por considerar palavras pelo medo da perda.

Eu quero sentir as pedras da dor
Os sentidos de perder alguém
Porque pensar em partir, já não me satisfaz mais
Eu quero então ter nas veias os seus retratos
Aqueles ventos.
Que assim me faz ter, por parte, pra mim, você.

Saí de uma casa com aquele ar típico, que já não se encontra por aí.
Com aquela voz na cabeça que hoje me acorda todas as noites.
E o meu caminho. E o meu caminho?
Aquele que você cruzou porque insistia em me conhecer
Aquele pelo qual carreguei palavras doces que agora não fazem o menor sentido carregar.
Qual o propósito? De usar a vida das pessoas como um corredor de "entrada" e "saída"?

Eu quero entender.
Eu quero apenas entender.
O saber, dos seus passos pra "saída".
Eu quero sentir a compreensão na minha cabeça.
Pois não sinto mais coração.
E talvez sentir que o que queria de início não era para mim.

E as lágrimas
Venho de um passado onde meus dias eram repletos de sua companhia.
Onde os meus passos foram corrompidos pela lama que acumulei de todas as feridas.
Compartilhei de uma esperança que nunca existiu
E justo nesse momento, milhares me falam dela. Porque?

Eu já estou no chão.
Talvez já abaixo dele.
E ainda carrego uma tola idéia de que você me estenderá a mão.
Mais não entendo, se só me estendeu palavras, porque carrego esse sentimento?
Se nem suas palavras são capazes de me levantar.
Então continue.

Se vá embora.