quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Se vai embora...


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Eu quero sentir o gosto de uma gota sua.
As suas palavras que hoje viraram parte de um deserto.
Eu quero voltar ao passado e sinto que ele não me quer de volta.
Penso em você, é quase cultuar o seu nome.
Navegar em minha mente em busca da sensação do conforto de um abraço que um dia foi meu
O que fazer? Quando não se tem nem o nada? Quais as atitudes à tomar? Quando se vai embora.

Sou de uma linhagem estranha
Onde os Deuses são aqueles velhos amigos meus
Eu sou de uma terra sem cor
Onde os gestos valem mais que palavras.
E as vezes sou mais distante ainda
Por considerar palavras pelo medo da perda.

Eu quero sentir as pedras da dor
Os sentidos de perder alguém
Porque pensar em partir, já não me satisfaz mais
Eu quero então ter nas veias os seus retratos
Aqueles ventos.
Que assim me faz ter, por parte, pra mim, você.

Saí de uma casa com aquele ar típico, que já não se encontra por aí.
Com aquela voz na cabeça que hoje me acorda todas as noites.
E o meu caminho. E o meu caminho?
Aquele que você cruzou porque insistia em me conhecer
Aquele pelo qual carreguei palavras doces que agora não fazem o menor sentido carregar.
Qual o propósito? De usar a vida das pessoas como um corredor de "entrada" e "saída"?

Eu quero entender.
Eu quero apenas entender.
O saber, dos seus passos pra "saída".
Eu quero sentir a compreensão na minha cabeça.
Pois não sinto mais coração.
E talvez sentir que o que queria de início não era para mim.

E as lágrimas
Venho de um passado onde meus dias eram repletos de sua companhia.
Onde os meus passos foram corrompidos pela lama que acumulei de todas as feridas.
Compartilhei de uma esperança que nunca existiu
E justo nesse momento, milhares me falam dela. Porque?

Eu já estou no chão.
Talvez já abaixo dele.
E ainda carrego uma tola idéia de que você me estenderá a mão.
Mais não entendo, se só me estendeu palavras, porque carrego esse sentimento?
Se nem suas palavras são capazes de me levantar.
Então continue.

Se vá embora.

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