
Ela disse: “ Porventura, o que queres dizer que guarda tão secretamente em teu íntimo?
Ele: é como água que se transforma em vinho.
Ela: Hesito em saber, este espetáculo que cria não me fornece nenhuma razão.
Ele: O que criamos é impossível, apenas sustentamos uma realidade surreal criada por nós, dividida por nós.
Ela: Não credes nesta harmonia? Se veste de mistérios e se cobre no silêncio? Porque?
Ele: Vedes com meus olhos e reflita minha visão, seu amor se tornou minha honra e meus preceitos se revelam em teus nobres encantos.
Ela: Diz palavras amáveis.
Ele: Amável és o sorriso que me concedes, a presença que afortuna minh’alma, e encara como amigo aquilo que deseja, diga-me de que valor se emerge se esconder em seus próprios tormentos, daquilo que se quer e não se assume?
Ela: É um lamentar sem precedentes, odioso é a confusão do meu coração, meus atos não respondem por mim, mas minha mente me engana em cada fração.
Ele: Amor meu... eterno em mim, eu compreendo o que dizes, más não vê que a luz já não se aflora em tamanha intensidade, que os ventos já não suspiram o encanto dos orvalhos e não há tinta para escrever mais os versos mais bonitos.
Ela: E o que há de ser?
Ele: Em mim permanece o que você criou.
Ela: Eu (não) entendo. Minha imaginação briga com a realidade.
Ele (Pressionando a mão dela contra o peito): “ Talvez nas batidas do meu coração você encontre as respostas”.
Ela: Tenho algo á dizer, e as palavras pesam como pedras em meu coração.
Ele: Apenas as - diga.
Ela: E se estas palavras já estiverem cansadas de sair e serem clamadas?
Ele: Então elas não serão minhas.
Ela: Sinto esta frase quase que em meu coração, mais ainda assim não posso sentir.
Ele: Porque insiste em esconder, ainda, aquilo que sente?
Ela: Não! Ou “talvez” como quase todos os meus sentimentos trazidos do meu âmago. Meu peito foi tirado, sabes?
Ele: Sim, eu sei, você sabe mais não entende.
Ela: Não, eu sei, você não compreende que o que foi tirado foi levado por amor meu [...] ?
Ele: Amor meu? Amor meu és tu! Quem eres amor teu? Dono de seu amor? Porque?
Ela: Pelo ser que tem controle sobre o ar, o solo e o sangue do absoluto sentimento que me torna completa.
Ele: Nossa! Palavras bonitas você recita, se “esse” de ti foi levado, o que sobrou no ar que respiro de você?
Ela: Sobrou apaixonadamente um brilho inconfundível, latente dentro de mim.
Ele: Me esclareça então o que fazes com isso sem teu coração?
Ela: Nada,
[simplesmente não há nada à fazer, meu coração não permanece aonde está esse sentimento, mais sem peito pra encarar essa confusão eu abdico de teu amor que de tão honrroso não sei se posso honra – lo.
Ele: Não sei se é o tipo de honra que quero carregar, se faz afrontar – te de mim. “ eu era apenas um guerreiro em busca do que sentia”.
Ela: Ou apenas me diria “Es só um cavalheiro honrando uma bela armadura de ouro...”
Ele: [Que me foi posta! ” .
Por : Bruna S. & Miguel A.