Meus sentidos estão cansados de se
expor sempre a você, lamentando cada sorriso escasso perdido, cada água que se
exprimiu do seu corpo em manifesto de algo que sentiu. Eles que nem sequer
valem mais um dracma fora do meu ser, insistem em trazer fragmentos de seu tão
perfeito dulçor, como se eu infinitamente sempre tentasse entender aqueles
ditados que rasgam o chão mais saem da bela cavidade exterior formada de seus lábios.
Meu nome, que nem consigo pronunciar pelo peso que traz após o seu. Aquele que
noites sussurrei gemendo de dor, de falta, do corpo que me escaldava
violentamente mais sem precursões. E eu me encontrava vagando mentes afora tão
imersa em seu ser, que conseguia sentir cada ferida que havia aberto em mim ao
longo dessa rua vazia como se pudessem ser rasgadas novamente, afrontando esse
Amor que criei, no ponto da “minha” superfície terrestre atingido em primeiro
lugar, meu epicentro emocional. Só não se esqueça que amei mais que à mim,
quando sentir a minha falta, e pense que não foi o suficiente, porque dar tudo de
mim implicaria em embaciar todas as vestes dos meus membros, se é que alguma
teve real valor pra você ao longo dessa nossa jornada onde todos os meus dias
eram dedicados à enobrecer os seus. E se pergunte, por favor se pergunte, qual
o segredo que guardei, pois nunca ter entendido o que pretendia comigo me
elevou a ver suas intenções partirem.
*Embaciar: Fazer
perder ou Perder, o Brilho ou a Transparência.

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