Entre o vácuo
Entre os cascos
Entre uma nova casta.
Eu que parti
Do medo de um escuro
Que me mantinha
Tão acordada.
Respirei o ar de carpos
Não tão ceifados
Que me traziam experiências
De vidas não vividas por mim.
Más o meu caminhar
Está se desgastando
Estas palavras
Estão mais que exaustas.
Tenho mais cansaço nos olhos
Que em minhas pernas
As quais busquei;
Caminhos imcompletos.
Mais dor nos lábios
Que em meus braços
Aos quais lutei por uma posse
Daquilo que nem podia ter poder.
Carrego o maior peso
Em meu coração
Que em minhas costas;
Quebradas de sustentar
uma idéia
Transcrita
Não verdadeira.
Eu que não quero
Partir sem motivo
Sem me arriscar
Um medo, uma realidade
Maior vontade
Pra não mais chorar.
Mais nos meus motivos
Não há
histórias comuns
Porque eu sou assim
Parte de uma penúmbra
Sem solenidades.
Parte de uma penúria
Sem fervor algum
Parte de uma escolha
Abrandada
Sem flamas
Sem identidade.
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